Hoje vou fazer um brinde aos bravos. Aos heróis. Àqueles que trabalham o dia todo em um escritório. Àqueles a quem o telefone não dá sossego. Aos que ganham dinheiro suficiente para colocar a filha no balé, inglês e natação, mas não têm tempo de brincar com ela. Àqueles que acumularam fortuna suficiente para dirigir um carrão importado e o utilizam para ir do trabalho para a casa. Aos que têm uma esposa muito magra, com sete ou oito cirurgias plásticas, seis horas diárias de academia e mais duas de salão, e não tem tempo para dizer que se amam – ou mesmo para “se amarem”. Àqueles que têm milhares de empregados, centenas de “puxa-sacos” e nenhum amigo. Aos letrados, formados acadêmicos, que explicam coisas sobre o céu e o universo, e não conhecem o que é o amor. Àqueles que voam de helicóptero, mas não conhecem a sensação de caminhar pelo campo. Àqueles que cumprimentam inúmeras pessoas durante o dia, mas não conhecem o calor de um abraço sincero e apertado. Àqueles que mantém mega instituições de caridade, mas não conhecem o olhar e o sorriso de uma criança ao ver Papai Noel. Aos que possuem salas de cinema, mas nunca assistiram a um filme abraçadinhos em um dia de chuva comendo pipoca. Aos que comem caviar, mas nunca provaram uma boa galinha feita no fogão de lenha. Um brinde, meus amigos, a vocês. Porque talvez vocês não sejam tão ricos quanto pensam.
Saturday, December 27, 2008
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