A poesia se converge nesse estupor imaginativo quando se torna apenas aquilo que os homens almejam: nada que um mero ideal, apenas a faixa de chegada ao fim da maratona. Torna-se fútil, e assim perde sua graça. Torna-se escassa como se tornam seus poetas. Seu corolário é, enfim, definhar e desaparecer, assim como aqueles que a criam.
O poeta, o verdadeiro poeta, se desvanece, e a poesia fica submergida em um sempre inerte lodaçal. Mas não morre. Ela nunca morre. Seja por sua própria leveza de ser, seja por sua própria mutabilidade, ela se consagra como única. E nada, por mais importante que possa parecer, conseguirá destruí-la. Torna-se uma rainha sem coroa, deposta de seu trono por seus próprios súditos, mas ainda uma rainha.
A poesia nem sempre é valente, nem mesmo quando trata de estórias heróicas. A poesia é mãe bondosa e gentil que prefere escapar com vida e prosperar em terras distantes a arriscar-se perecer, e extinguir, assim, um patrimônio acumulado por toda a história.
Os poetas, seus filhos, muitas vezes morrem na frente de batalha em sua defesa. Outros se aventuram por terras alheias, e desses, apenas poucos – tais quais filhos pródigos – retornam ao seio do lar maternal. Muitas vezes chegam à busca de consolo de mãe, como se, enfim, aceitassem a idéia de que a beleza que buscavam em terras longínquas não estava onde pensavam estar, mas sim, sempre debaixo de seus narizes. Outros, por fim, perdem-se para sempre nas muitas voltas e reviravoltas do mundo.
Ainda que se percam todos os poetas, a poesia haverá de sobreviver. Seja por sua própria leveza de ser, seja por sua própria mutabilidade, ela, sempre consagrada como única, consagrar-se-á, novamente, como primeira.
A poesia reiniciará uma era de transformações e mudanças. E enfim, todos, dos mais tristes aos mais alegres, dos menores aos maiores, dos ricos aos pobres, dos desafortunados aos afortunados irão novamente sê-la súditos fiéis. Todos poderão conclamar seus bens e seus males a quem quiser ouvi-los. O mundo será mais aberto.
Aprenderemos a viver em consonância com tudo o que nos cerca, pois não se faz poesia sem saber onde se está. E o homem aprenderá a viver em harmonia com o meio ambiente, sem degradá-lo e sem se impor normas e regulamentos burocráticos e carentes de eficiência. Homem e animal se reconhecerão e os bardos cantarão as estórias de sua reconciliação. O capital conviverá com o social.
A tirania não mais reinará impune. E a poesia administrará tudo com a imparcialidade daquele que, cotidianamente, enxerga além do cotidiano. Os poetas sairão às ruas de braços abertos, de olhos abertos, de peito aberto, e com o coração leve, prontos para mostrarem, a quem desejar ver, toda a sabedoria que há nas curvas da arte que a humanidade criou. Os poetas são os filósofos da realidade, assim como os filósofos são os poetas do abstrato. E isso voltará a ser evidente.
Os zeros e uns se transformarão em cores, e as pessoas não mais se sentirão obrigadas a ler. Elas viverão, pois é da vida que brota a arte, e é da arte que brota o conhecimento. E é do conhecimento que brota o futuro.
O eu e o outro se unirão ao girar de um círculo perfeito. Pois que a vida, fonte de nossas angústias e de nossos mais íntimos sentimentos de plenitude, é cíclica, e toda ida tem seu retorno. O que hoje está por cima, um dia, no futuro, estará embaixo, e isso dá a certeza de saber que sempre haverá um recomeço. Assim como a fruta que cai serve de adubo para a própria árvore, um lodaçal servirá de base para a construção do palácio de nossa majestade. Do pântano brotará a poesia, tal qual uma vitória régia.
O poeta, o verdadeiro poeta, se desvanece, e a poesia fica submergida em um sempre inerte lodaçal. Mas não morre. Ela nunca morre. Seja por sua própria leveza de ser, seja por sua própria mutabilidade, ela se consagra como única. E nada, por mais importante que possa parecer, conseguirá destruí-la. Torna-se uma rainha sem coroa, deposta de seu trono por seus próprios súditos, mas ainda uma rainha.
A poesia nem sempre é valente, nem mesmo quando trata de estórias heróicas. A poesia é mãe bondosa e gentil que prefere escapar com vida e prosperar em terras distantes a arriscar-se perecer, e extinguir, assim, um patrimônio acumulado por toda a história.
Os poetas, seus filhos, muitas vezes morrem na frente de batalha em sua defesa. Outros se aventuram por terras alheias, e desses, apenas poucos – tais quais filhos pródigos – retornam ao seio do lar maternal. Muitas vezes chegam à busca de consolo de mãe, como se, enfim, aceitassem a idéia de que a beleza que buscavam em terras longínquas não estava onde pensavam estar, mas sim, sempre debaixo de seus narizes. Outros, por fim, perdem-se para sempre nas muitas voltas e reviravoltas do mundo.
Ainda que se percam todos os poetas, a poesia haverá de sobreviver. Seja por sua própria leveza de ser, seja por sua própria mutabilidade, ela, sempre consagrada como única, consagrar-se-á, novamente, como primeira.
A poesia reiniciará uma era de transformações e mudanças. E enfim, todos, dos mais tristes aos mais alegres, dos menores aos maiores, dos ricos aos pobres, dos desafortunados aos afortunados irão novamente sê-la súditos fiéis. Todos poderão conclamar seus bens e seus males a quem quiser ouvi-los. O mundo será mais aberto.
Aprenderemos a viver em consonância com tudo o que nos cerca, pois não se faz poesia sem saber onde se está. E o homem aprenderá a viver em harmonia com o meio ambiente, sem degradá-lo e sem se impor normas e regulamentos burocráticos e carentes de eficiência. Homem e animal se reconhecerão e os bardos cantarão as estórias de sua reconciliação. O capital conviverá com o social.
A tirania não mais reinará impune. E a poesia administrará tudo com a imparcialidade daquele que, cotidianamente, enxerga além do cotidiano. Os poetas sairão às ruas de braços abertos, de olhos abertos, de peito aberto, e com o coração leve, prontos para mostrarem, a quem desejar ver, toda a sabedoria que há nas curvas da arte que a humanidade criou. Os poetas são os filósofos da realidade, assim como os filósofos são os poetas do abstrato. E isso voltará a ser evidente.
Os zeros e uns se transformarão em cores, e as pessoas não mais se sentirão obrigadas a ler. Elas viverão, pois é da vida que brota a arte, e é da arte que brota o conhecimento. E é do conhecimento que brota o futuro.
O eu e o outro se unirão ao girar de um círculo perfeito. Pois que a vida, fonte de nossas angústias e de nossos mais íntimos sentimentos de plenitude, é cíclica, e toda ida tem seu retorno. O que hoje está por cima, um dia, no futuro, estará embaixo, e isso dá a certeza de saber que sempre haverá um recomeço. Assim como a fruta que cai serve de adubo para a própria árvore, um lodaçal servirá de base para a construção do palácio de nossa majestade. Do pântano brotará a poesia, tal qual uma vitória régia.
1 comments:
gostei! ;)
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